• Bruna Nadir - Diretora de Conteúdo

Pandemia, Escolas e Redes Sociais

A pandemia do coranavírus impactou a educação de todo o planeta. Do dia para noite, medidas de segurança foram adotadas para evitar o risco de contaminação. As escolas foram fechadas e os alunos precisaram adaptar-se a uma nova realidade: o distanciamento social. Neste contexto, as redes sociais ganharam ainda mais importância, pois tornaram-se um canal de comunicação direta entre as famílias e a equipe escolar.


Assim como as redes sociais ajudaram no processo de comunicação, a tecnologia também possibilitou que as aulas e a convivência não fossem completamente paralisadas. Para muitas escolas brasileiras, a pandemia potencializou o processo de atualização tecnológica e diversas ferramentas foram incorporadas ao dia a dia das crianças e dos professores. Como pontuou o Think with Google, 17% dos brasileiros tiveram sua primeira experiência de estudo online no pós-pandemia.


Infelizmente, nem todos os alunos estão tendo acesso a mesma qualidade de ensino a distância, visto que a desigualdade social e o abismo entre o ensino público e o privado influenciam decisivamente neste contexto. Em pesquisa divulgada pelo MEC, em 2019, apenas 30% dos brasileiros tinham condições efetivas de estudar de casa.


Família e o desafio escolar durante a quarentena

Diante dos fatos, as famílias estão enfrentando desafios diários para ajudar os estudantes a manterem uma rotina de estudos durante a quarentena. O ambiente doméstico não é (e nunca será) o ambiente escolar, visto que crianças e adolescentes precisam da convivência presencial para compartilhar saberes e desenvolver habilidades socioemocionais. Além disso, o ambiente escolar também é considerado o terceiro educador no processo de aprendizagem infantil.


A maior convivência em casa, em sintonia com o acesso à tecnologia, salientou pontos positivos e negativos para a sociedade brasileira. Entres os aspetos positivos, segundo a pesquisa New Behavior due to Covid (GCS, 2020) é possível destacar:


  • 60% dos brasileiros conectados dizem estar passando mais tempo em família;

  • 36% das pessoas afirmam que passar mais tempo com a família ou com os companheiros de casa é uma mudança que veio para ficar;

  • 46% dos brasileiros conectados se disseram mais preocupados com a segurança online por conta da pandemia.

  • 58% dos brasileiros acreditam que as crianças são o grupo mais exposto aos riscos da internet;

  • Para 65% dos brasileiros, o tempo de tela e o que você faz online são igualmente importantes.

Dentre os pontos negativos, e extremamente alarmantes, está o aumento de casos de violência contra mulheres e crianças. Somente entre março e abril, o feminicídio teve um aumento de 22% se comparado ao mesmo período de 2019 (Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), 2020.) Estes são apenas mais alguns sintomas da pandemia que agravam a educação brasileira: como podemos lidar com esta situação? Ainda não há certezas e respostas definidas, mas caminhos a serem percorridos.


Redes Sociais como ferramentas de apoio às Escolas


Em um cenário tão atípico, as escolas que já estavam familiarizadas com as plataformas digitais, em especial, as redes sociais conseguiram certa vantagem em comparação a outras instituições que não tinham nenhum processo estabelecido nesses ambientes.


Redes sociais na internet podem ser entendidas como grandes espaços de conversação e interação entre os usuários. São comunidades formadas por pessoas que possuem interesse em comum, ferramentas que potencializam o alcance e a relevância das empresas. Para as escolas, quando utilizadas de maneira adequada, são importantes aliadas na comunicação com as famílias, estudantes, colaboradores, ex-alunos, novos alunos e com a sociedade.


Nas redes sociais da Escola Experimental, cliente da Fonte Criativa, a comunicação pelas redes sociais foi intensificada desde o início da quarentena. Reformulamos o planejamento digital de acordo com as urgências e demandas da situação. Os pais encontraram nos canais oficiais da escola uma fonte de diálogo rápida para esclarecer dúvidas e fomentar discussões. Recentemente, a escola lançou a Teia Experimental uma rede de apoio e fortalecimento para que as famílias divulguem seus serviços e negócios. Diante de tantas dificuldades, os resultados têm sido positivos.


Instituições de ensino privadas que ainda não conseguiram decolar nas redes sociais este é momento ideal para reorganizar o planejamento digital e se adequar às tendências e exigências que a situação demanda. Em breve, as aulas serão retomadas e a escola deve estar preparada para fazer as divulgações necessárias sobre o período. Ter o apoio do canais digitais será fundamental para o sucesso da estratégia e captação de matrículas.

Como as redes sociais podem ajudar as escolas no período de retomada das aulas pós-quarentena/pandemia?


1. Consolidando a presença digital

A presença digital de uma empresa é a forma como ela se comunica na internet. Quais plataformas digitais ela utiliza para dialogar com o seu público e se existe sintonia e identidade bem definidas nesses ambientes. As escolas precisam ter uma presença digital consolidada para dialogar com as famílias sem gerar ruídos ou dúvidas. Ter um site oficial é um passo importante para fundamentar a comunicação digital da escola e divulgar os informativos para as famílias.


2. Contribuindo no posicionamento

Toda escola deve ter um posicionamento bem estabelecido, de acordo com o seu projeto político pedagógico. É importante que as pessoas saibam e entendam quais são os valores da instituição. Isso irá atrair pais que se identificam com a proposta. Por meio das redes sociais, é possível tornar público o posicionamento e fortalecê-lo com diversas ações para que mais pessoas conheçam e entrem em contato.


3. Atraindo novos alunos

Para atrair novos alunos, as escolas precisam ter uma atuação frequente nas redes sociais e não somente no período de matrículas. A escolha de uma escola é influenciada por diversos fatores: indicações, localização, excelência de ensino, preço, instalações, atendimento, entre outros. No pós-quarentena, muitos pais reavaliarão suas decisões, por isso, é importante ser presente na vida destas famílias, estando lado a lado e divulgando que a escola mantém um trabalho sério e importante para as crianças.


4. Facilitando a comunicação com as famílias

Já falamos sobre os espaços de diálogo que as redes sociais promovem. Na retomada das aulas, as redes ganharam ainda destaque nesta tarefa. Elas podem ajudar a desafogar outros canais como o telefone e o e-mail, por exemplo. Afinal, os pais irão querer um contato cada vez mais próximo com a escola num período de tanta incerteza.


5. Fortalecendo a Reputação

A boa reputação de uma escola é extremamente relevante para os pais. Quanto mais é reconhecida por seus valores e méritos, mais tem a capacidade de ampliar seu significado na vida das pessoas. Com o trabalho de redes sociais, é possível dar voz às avaliações positivas da comunidade, dos ex-alunos e de todos que possam agregar. Isso é imprescindível!


6. Incentivando o debate saudável e o pensamento crítico

Por serem espaços de comunicação de grande alcance e participação, as redes sociais potencializam o acesso à informação e aos debates. Estar preparado para ouvir e respeitar opiniões e pontos de vistas diferentes é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e diversa. Por meio das redes, crianças e jovens, quando bem orientados, têm a oportunidade de estudar a sociedade e respeitar os colegas, evitando cyberbullying, fake news e discurso de ódio.


Estes são alguns dos pontos relevantes que as redes sociais irão ajudar as escolas neste período tão delicado. O cenário futuro ainda é muito incerto, pois tudo daqui para frente será construído a várias mãos. Que o potencial das ferramentas digitais auxiliem e facilitem a comunicação das escolas.


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